quarta-feira, 2 de abril de 2008

Quando um lider deve pedir desculpas - e quando não


· Quando um dirigente empresarial ou a organização que representa cometem um deslize, é preciso tomar a dura decisão de vir ou não a público com um pedido de desculpas. A retratação pública é uma tacada arriscada, altamente política. Nela, toda palavra pesa. Não se desculpar pode ser uma saída inteligente, ou suicida.
· A pronta retratação pode ser vista como sinal de caráter, ou de fraqueza. Um bom pedido de desculpas pode converter a animosidade em vantagem pessoal e organizacional - enquanto uma escusa modesta, tardia ou taticamente transparente demais pode ser a ruína do indivíduo e da instituição.
· Já que há muito em jogo, diz Kellerman, um líder não deve pedir desculpas publicamente a toda hora ou à toa. O gesto só é justificado nas seguintes condições:
- Quando o pedido tem uma finalidade importante;
- Quando as conseqüências da ofensa são sérias;
- Quando é importante que o líder assuma responsabilidade pela ofensa;
- Quando nenhuma outra pessoa pode dar cabo da tarefa e
- Quando o custo de dar alguma resposta tende a ser menor do que o custo do silêncio.
· As conclusões da autora são resultados da análise de dados e de relatos assistemáticos, além da revisão de casos de desculpas públicas de notório sucesso ou de fracasso retumbante.
· Embora o segredo seja saber quando ou não pedir desculpas, a boa retratação em geral dá resultados. E o que é um bom pedido de desculpas? É aquele que reconhece o erro ou a impropriedade cometida, aceita a responsabilidade pelo fato, expressa arrependimento e dá garantias de que a ofensa não se repetirá.
Fonte: Harvard Business Review
Barbara Kellerman - 170506

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